A startup enxuta - Resenha crítica - Eric Ries
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A startup enxuta - resenha crítica

Tecnologia e Inovação

Este microbook é uma resenha crítica da obra: 

Disponível para: Leitura online, leitura nos nossos aplicativos móveis para iPhone/Android e envio em PDF/EPUB/MOBI para o Amazon Kindle.

ISBN: 978-85-431-0863-6

Editora: Sextante

Resenha crítica

Você já sentiu aquela dor no peito ao investir meses de trabalho, noites sem sono e muito dinheiro em um projeto que, no final das contas, ninguém queria usar? Eric Ries passou por isso da pior forma possível. Ele tinha uma equipe incrível, tecnologia de ponta e um produto que parecia promissor, mas a primeira startup dele quebrou de um jeito doloroso. O motivo não foi falta de esforço ou de talento, mas a falta de um processo sólido de gestão.

Muita gente acha que o sucesso de um negócio novo depende apenas de um gênio criativo ou de sorte, mas a verdade é que o empreendedorismo é um tipo de administração específica para contextos onde ninguém sabe o que vai acontecer amanhã.

Este microbook vai mostrar para você que é possível aprender e ensinar o caminho para o sucesso. O autor propõe uma nova abordagem para a inovação contínua, baseada no método científico. Você vai descobrir os cinco pilares da startup enxuta: empreendedores estão em toda parte, empreender é gerenciar, a aprendizagem deve ser validada, o ciclo construir-medir-aprender e a contabilidade para inovação.

O grande erro de muitos líderes é se apaixonar por planos tradicionais que não funcionam quando o cenário é de incerteza extrema, ou então cair no caos total do "simplesmente faça" sem critério algum.

Aqui, você ganha clareza sobre como usar a inteligência para eliminar o desperdício de tempo e de recursos. O que você ganha ao ler este conteúdo é uma bússola para navegar no mar da inovação sem afundar o seu barco. Vamos aprender a medir o progresso não pela quantidade de coisas que você cria, mas pelo quanto você descobre sobre o que os clientes realmente desejam.

Prepare você para mudar a sua forma de pensar sobre produtividade e sucesso. Se você quer parar de jogar energia fora em ideias que não param de pé e começar a construir algo que o mercado realmente puxa da sua mão, este é o ponto de partida ideal para a sua jornada de transformação.

Definindo o jogo em meio à incerteza

A criação de um negócio novo exige uma disciplina administrativa que muita gente confunde com burocracia, mas na verdade é o que salva você do caos. Em uma startup, a produtividade não tem nada a ver com a quantidade de código que você escreve ou quantas funções você coloca no seu aplicativo. O foco deve estar em descobrir o que as pessoas realmente valorizam.

Pense na diferença entre lançar um foguete e dirigir um carro. O foguete exige uma precisão absoluta antes da partida, porque qualquer erro no cálculo faz ele explodir ou se perder no espaço. Já dirigir um carro exige que você faça pequenos ajustes no volante o tempo todo, reagindo ao caminho. Uma startup precisa dirigir, e não ser um foguete engessado.

O termo startup não se refere apenas a jovens em uma garagem; ele vale para qualquer instituição humana que cria algo novo sob incerteza extrema. Isso inclui gerentes em grandes empresas, os chamados intraempreendedores.

Veja o caso da Intuit com o produto SnapTax. Eles criaram ilhas de liberdade para equipes pequenas experimentarem sem as travas da empresa gigante e conseguiram inovar de forma rápida. Para replicar isso, você deve dar autonomia para o seu time testar ideias sem medo de errar.

A aprendizagem validada é a unidade de progresso aqui. É o processo de provar, com dados reais, que você descobriu algo valioso sobre o cliente.

Eric Ries conta que na IMVU, a empresa dele, eles jogaram meses de trabalho fora ao perceber que a estratégia original de um plugin de mensagens era ruim. Eles só descobriram isso ao falar com usuários reais. A verdadeira produtividade é eliminar o esforço que não cria valor.

Um exemplo prático é o da Zappos. O fundador não investiu em armazéns de sapatos logo de cara. Ele foi até uma loja local, tirou fotos dos sapatos e colocou no site. Quando alguém comprava, ele ia lá, comprava o sapato e enviava. Ele testou a hipótese de valor sem gastar milhões.

Para fazer o mesmo, identifique hoje qual é a sua maior dúvida sobre o seu produto e planeje um teste simples que não exija construção pesada. Na sua próxima reunião, pergunte ao time: "O que a gente acha que sabe, mas ainda não provou com dados de clientes reais?".

O salto de fé e a estratégia do MVP

Toda startup nasce de suposições arriscadas que o autor chama de saltos de fé. O sucesso depende totalmente de essas suposições estarem certas.

O Facebook, por exemplo, validou dois saltos de fé logo cedo: as pessoas usavam o site o tempo todo, o que provou o valor, e o crescimento era orgânico e viral, sem gastar com anúncios.

Para não dar um tiro no escuro, você precisa do Produto Mínimo Viável, o famoso MVP. Ele é a versão mais simples do seu produto que permite percorrer o ciclo construir-medir-aprender com o menor esforço possível.

O Groupon começou como um blog simples no WordPress que enviava cupons de forma manual em arquivos PDF. Eles não construíram uma plataforma complexa até saberem que as pessoas queriam os cupons. Outro exemplo é o Dropbox, que em vez de criar todo o software de sincronização, que era difícil, fez apenas um vídeo demonstrando como ele funcionaria. O interesse gigante das pessoas validou a ideia.

Existe também o modelo concierge, onde você faz o serviço de forma manual para o cliente, como o Food on the Table fez no início. O foco aqui é atender os adotantes iniciais, aquelas pessoas que aceitam um produto imperfeito porque precisam muito da solução.

Não se preocupe com a qualidade tradicional no início; se você não sabe quem é o cliente, você não sabe o que é qualidade para ele.

Para medir se você está avançando, use a contabilidade para inovação. Fuja das métricas de vaidade, como o número total de usuários, que sempre sobe e não explica nada. Foque em métricas acionáveis, como a taxa de retenção por grupo de novos usuários. Isso mostra se o produto está melhorando de verdade.

Se os números não sobem mesmo com melhorias, é hora de encarar a realidade e fazer um pivô. O pivô é uma correção de rota estruturada para testar uma nova hipótese. A Votizen passou por vários pivôs até encontrar o sucesso. Não tenha medo de mudar de direção se o caminho atual estiver levando você para lugar nenhum.

Hoje ainda, analise as suas métricas e se pergunte: esse número sobe porque o produto é bom ou apenas porque eu estou gastando mais em marketing?

Motores de crescimento e a cultura da adaptação

O crescimento sustentável de um negócio não acontece por acaso; ele vem de motores específicos.

O motor recorrente foca em manter o cliente por muito tempo, reduzindo a taxa de saída. O motor viral depende de cada usuário trazer mais de um novo usuário, como aconteceu com o Hotmail ou o WhatsApp. Já o motor pago funciona quando o lucro que você tem com um cliente é maior do que o custo para adquirir esse cliente.

O momento ideal é quando você atinge o ajuste entre o produto e o mercado, onde as pessoas começam a puxar a solução da sua mão.

Para manter a agilidade enquanto cresce, você precisa ser uma organização adaptativa. Use a técnica dos 5 Porquês para resolver problemas. Quando algo der errado, pergunte "por que" cinco vezes até chegar na causa raiz humana, e não apenas no erro técnico.

Por exemplo, se um servidor caiu, talvez o motivo real seja que o técnico não recebeu treinamento adequado, e não apenas um erro de código. Isso permite que você invista na prevenção de forma proporcional ao problema. Erros geralmente vêm de sistemas falhos, não de pessoas ruins. Melhore o sistema e as pessoas vão produzir melhor.

Na IMVU, eles usavam a implantação contínua, fazendo dezenas de alterações no site por dia. Isso permitia aprender rápido e corrigir falhas na hora.

Trabalhar em lotes pequenos é sempre melhor do que acumular tarefas para entregar tudo de uma vez. O fluxo de peça única permite identificar defeitos imediatamente e reduz o desperdício.

Em grandes empresas, a inovação exige que a equipe tenha recursos seguros e autoridade para agir de forma independente. Crie uma sandbox de inovação, um espaço protegido para testar ideias com clientes reais sem colocar toda a marca em risco.

O empreendedorismo deve virar um cargo oficial dentro das empresas modernas. O desafio hoje não é saber se algo pode ser construído, mas se deve ser construído. Use a sua imaginação para eliminar o desperdício e focar no aprendizado.

Teste essa abordagem por 24 horas: sempre que um erro acontecer na sua equipe, use os 5 Porquês para entender a falha do sistema por trás do evento.

Notas finais

Eric Ries transforma a inovação em um processo rigoroso e científico, tirando o peso do gênio criativo e colocando o foco no aprendizado validado. A metodologia da startup enxuta ensina que o desperdício de tempo construindo algo que ninguém quer é o maior pecado de um empreendedor.

Ao usar o ciclo construir-medir-aprender e ferramentas como o MVP e os 5 Porquês, você ganha a agilidade necessária para sobreviver à incerteza. O sucesso duradouro vem da capacidade de pivotar quando necessário e de focar em métricas que realmente mostram o progresso do negócio em direção à sustentabilidade.

Dica do 12min!

Se você quer entender como as grandes ideias se espalham e dominam o mercado, recomendamos o microbook "O Ponto da Virada", de Malcolm Gladwell. Ele complementa perfeitamente a visão de crescimento de Eric Ries, explicando os gatilhos que fazem um produto ou ideia virar uma epidemia social. Confira no 12min!

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Quem escreveu o livro?

Eric Ries é um empresário e o autor bestseller de The Lean Startup, que foi traduzido para quase trinta línguas. Ele é o criador da metodologia Lean Startup, que se tornou um movimento global nos negócios, praticado por indivíduos e empresas em todo o mundo. Fundou uma série de startups, incluindo o IMVU, onde atuou como CTO, e assessorou em estratégia de negócios e produtos para startups, empresas de capital de risco e grandes empr... (Leia mais)

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